terça-feira, 23 de fevereiro de 2010


Para sua garganta

Completamente sozinha agora,
Exceto pelas lembranças
Do que tive e do que sabia.
Toda vez que tento deixar isso pra trás
Eu vejo algo que me faz lembrar de você
Toda noite os sonhos voltam pra me assombrar
Seu rosto com uma palavra amarrada ao redor de sua garganta
Deito acordada e suando, com medo de dormir.
E vejo seu rosto olhando de volta para mim


E ergo minha cabeça e encaro
os olhos de um estranho.

Eu sempre soube que o espelho nunca mente.
As pessoas sempre desviam
dos olhos de um estranho
com medo de saber o que
se esconde atrás do olhar

Isso é tudo o que restou


Graciela de Paula


Quando o sol se por.


Quero caminhar quando o sol se pôr.
Usar meus olhos, minha mente,
sem ninguém me dizer o que tenho que fazer.
Vou amarrar meus sapatos, e me lembrar que meu closet ta uma bagunça.
Quero apenas caminhar, sem nenhuma intenção de destino.
Quero construir um mundo independente e fechado.
Será um Império, sem impostos, sem regras e opiniões.
Não necessitarei mais viver em seu zoo, pode ate tentar me seduzir com jaulas de paredes decoradas.
Sei que ansioso espera pela minha queda.
Eu sei que vai estar assistindo, sem saber que minhas atitudes são fruto da minha criança acústica.
Chamem-me de rainha do drama e da insanidade,
E podem rir de meus conflitos, que de longe são banais.
Quero caminhar quando o sol se pôr,
e não ha nada que você possa fazer,
porque eu não tenho que gostar de você.
Então irei caminhar quando o sol se pôr.


Graciela de Paula