terça-feira, 9 de março de 2010


Segredos debaixo de um guarda-chuva

Chovia muito, uma chuva tão selvagem que dava a sensação de que o mundo terminaria ali! Eles tinham um guarda-chuva a separá-los! Já há tempos queriam gritar, mas o medo de cair tinha sido maior à vontade de voar… Mas ali, naquela chuva que parecia que ia acabar com tudo, e com todos, nada mais teriam a perder. Ele, encheu os pulmões de ar e o coração de esperança e ofereceu-lhe abrigo de metal e pano. Ela, com as faces rosadas aceitou o pedido e esqueceu o vendaval. Ela saiu de seu refúgio para poder ali, se a coragem a permitisse, gritar. Ele deixou-se guiar sem pensar onde ficaria o destino. Deram as mãos, com o medo, e saíram pelas duas bocas o que os dois corações com um só sentido. Aí, já nada importava. Sentaram-se num bar, onde eles costumavam pensar um no outro e esperaram pelo fim… até que a tempestade passou! Baixado o guarda chuva, ela disse: “Tu és assim… perto de mim acabas com todas as tempestades que teimam em destroçar a alegria dos meus dias”…




Graciela de Paula


Quanto tempo mais?

Eu não consigo encontrar uma razão para nada...
para os meus sonhos...
e eu posso econtrar uma razão para agüentar,
O que deu errado sempre pode ser perdoar
Não vale a pena viver sozinha.

Às vezes eu acordo chorando à noite
e às vezes grito seu nome.
que direito eles tem de te levar tudo embora?
Eles se foram por tanto tempo.
Não, eles não voltarão.

Peguei todas as fotografias do nosso casamento
foi uma época de amor e riso.
Felizes para sempre...
Nossos recortes de jornal...
Poderiam ter se tornado reais.

Vejo velhas fotos que começaram a desbotar.
Por favor, diga-me que eram reais.

Às vezes eu acordo chorando à noite
e às vezes grito seu nome
que direito eles tem de roubarem meu coração,
Estive eu fora por tanto tempo?

Eu posso lhe dar duas boas razões
para lhe mostrar que meu sentimento não é cego
Ela tem 7 anos,
e ela confiava tanto.....
Então, como eu posso dizer para eles que eu mudei de idéia?

Às vezes eu acordo chorando à noite
e às vezes grito seu nome
que direito eles tem de duvidar de minhas idéias?
Quanto tempo mais?



Graciela de Paula.

sexta-feira, 5 de março de 2010




Mulher Vestida De Preto

Caminhando sozinho essa manhã
A névoa pairava no ar
As nuvens negras riam de mim
Fazendo sombras em meu cabelo

Avistei uma mulher ao longe
Vestida de preto e com olhos acinzentados.
Ela vestia sua dor como uma alma acorrentada.
Sua pena era a vida eterna.

A Mulher vestida de preto
É a marca da vida dos prisioneiros.
A mulher vestida de preto
Eu vejo o tempo nas lágrimas dela.
A mulher vestida de preto
O amor dela pode me libertar.

A brisa me avisou para ter cuidado.
Cuidado com a mulher silenciosa
E com a tristeza que viveríamos.

Sentamos juntos em silêncio
Não trocamos uma palavra
Seus olhos transmitiam seus pensamentos.
E eu ouvi..me lembro de tudo que ouvi.

A Mulher vestida de preto
É a marca da vida nas cicatrizes.
A mulher vestida de preto
Eu vejo o tempo nas lágrimas dela.
A mulher vestida de preto
O amor dela pode me libertar.

Ela falou de tempos passados,
E do conhecimento adquirido.
Memórias que eu tinha e não sabia.
Ela ainda guarda todas as memórias que doem.
Ela me mostrou com um sorriso.
Eu deveria ter dado atenção ao aviso da brisa.
E desviado dela.
Toquei sua alma e agora pago o preço.
Mas por seu amor, pago sorrindo.
Aquele que ela não tem.

Graciela de Paula
A Mulher vestida de preto
É a marca da vida dos prisioneiros.
A mulher vestida de preto
Eu vejo o tempo nas lágrimas dela.
A mulher vestida de preto
O amor dela pode me libertar.




Graciela de Paula

segunda-feira, 1 de março de 2010



London


Às vezes me esqueço de quanto tempo se passou.
Parecia que o nosso tempo iria durar para sempre
Realmente acreditei que seria rápido,
Pensei que nunca iria.
Estranho como sempre estou tentando me lembrar de algo...
Tudo agora, é apenas uma memória,
Como todas as anteriores.
Mas com sua dor eu tive que sofrer
Tantos olhos com chamas acesas,
como imagens de queimaduras.
Eu ouço os gritos de tempos que se foram.
Eles choram ao se lembrar,
As luzes das ruas espalharam nossos caminhos.


London...
As memórias nunca me deixaram.


Os gritos na noite
continuam trazendo-me a
London.


Chamando-me.
Às vezes eu desejo que eu pudesse ter tido o seu Lugar,
Você sabe que eu não quero viver para sempre.
Deixe-me ver-te de pé, nas sombras,
ao menos mais uma vez.
Vamos andar pelas ruas,
nos embriagar de cafeina, sentir frio no corpo,
aquele frio que esquentava a alma.


O fogo dos olhos continua trazendo-me a
London.


Graciela de Paula







Acenda as luzes


O dia está frio.
Surgem as dores de cabeça, e minha mente se quebra.
Sinto meu corpo já sem alma.
Em uma outra sala posso escutar,
eles estão rindo.
Todos parecem estar felizes.
Desista.
Eu disse que é muito cedo para sorrir.
Sabe que eu não fico assim por um tempo...
Apenas nao acho graça de nada.
Não estou mais rindo.
Eu não posso ser quem você queria que eu fosse.
E nao consigo ver quem você queria que eu visse.
O meu closet ainda esta uma bagunça.


Flashbacks do passado…
Eu só teria que esquecer, para que se tornarem eternos.
Acenda as luzes,
ainda estou esperando,
acho que sempre estarei...
Nada parece estar mudando,
livros estão por toda a parte.
Todo sinal de vida parecem gravados.
Sem mais nenhum traço,
eu não posso esconder,
que não estou mais rindo.
Eu não posso ser quem você queria que eu fosse
E o meu closet continua uma bagunça.



Graciela de Paula