segunda-feira, 1 de março de 2010
London
Às vezes me esqueço de quanto tempo se passou.
Parecia que o nosso tempo iria durar para sempre
Realmente acreditei que seria rápido,
Pensei que nunca iria.
Estranho como sempre estou tentando me lembrar de algo...
Tudo agora, é apenas uma memória,
Como todas as anteriores.
Mas com sua dor eu tive que sofrer
Tantos olhos com chamas acesas,
como imagens de queimaduras.
Eu ouço os gritos de tempos que se foram.
Eles choram ao se lembrar,
As luzes das ruas espalharam nossos caminhos.
London...
As memórias nunca me deixaram.
Os gritos na noite
continuam trazendo-me a
London.
Chamando-me.
Às vezes eu desejo que eu pudesse ter tido o seu Lugar,
Você sabe que eu não quero viver para sempre.
Deixe-me ver-te de pé, nas sombras,
ao menos mais uma vez.
Vamos andar pelas ruas,
nos embriagar de cafeina, sentir frio no corpo,
aquele frio que esquentava a alma.
O fogo dos olhos continua trazendo-me a
London.
Graciela de Paula
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