terça-feira, 23 de fevereiro de 2010
Para sua garganta
Completamente sozinha agora,
Exceto pelas lembranças
Do que tive e do que sabia.
Toda vez que tento deixar isso pra trás
Eu vejo algo que me faz lembrar de você
Toda noite os sonhos voltam pra me assombrar
Seu rosto com uma palavra amarrada ao redor de sua garganta
Deito acordada e suando, com medo de dormir.
E vejo seu rosto olhando de volta para mim
E ergo minha cabeça e encaro
os olhos de um estranho.
Eu sempre soube que o espelho nunca mente.
As pessoas sempre desviam
dos olhos de um estranho
com medo de saber o que
se esconde atrás do olhar
Isso é tudo o que restou
Graciela de Paula
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