terça-feira, 22 de junho de 2010
Que droga de maldição!
Ondas de decepções estão se acumulando
Momentos silenciosos em que me sinto gritando
Soube que você está vivendo sem mim
Me mata saber que você está feliz sem mim
Inocência foi perdida
Que droga de maldição!
Mas eu ainda espero que você esteja pensando em mim
Não desejo que você esteja aqui
Não tenho o direito.
Nunca voltando, mas estou esperando
Do tempo, eu sou sua prisioneira
Respirando fora de um completo desespero
Perdendo tudo que eu abandonei
Encharcada de infinitas desculpas,
Sofrer era uma simples parte de mim.
Agora você está longe dos olhos,
Por do sol se perde
Lembro dos céus cinzentos,
Desânimo de junho começa
Me deixa deslumbrada.
Nada muda,
Tudo o que fazemos é esperar,
Nossas cabeças penduradas
Balançando com desânimo
Pois todos estão com medo
Parece o fim dos dias
Mas é preciso muito mais
Pra alguém dizer
Que precisamos de outro modo
Mas se quiséssemos um
Nós faríamos o mesmo
O inverno está chegando
Nós ainda estamos encharcados de sol,
O verão de algum modo
Nos separa um a um
Lembro dos dias mais escuros,
Do que jamais foram.
Mas quem poderia dizer a eles
Que o verão nunca acaba
Nós provocamos nosso fim.
Palavras não mudam nada
O sol disfarça a escuridão,
Queria poder te salvar,
Queria poder parar isso.
Graciela de Paula
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